Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, está inserido em um setor que vive uma das transformações mais profundas das últimas décadas. A lógica linear de produzir, usar e descartar perdeu espaço para um modelo em que materiais retornam à cadeia produtiva, reduzindo extração de matéria-prima virgem e pressão sobre aterros sanitários.
Essa mudança não é apenas ambiental. Ela redesenha custos, processos industriais e a própria relação entre fabricantes, varejistas e consumidores. E por este panorama, o que antes era visto como obrigação regulatória tornou-se, em muitos casos, vantagem competitiva real.
Por que o modelo linear de produção chegou ao limite?
Durante décadas, a indústria de embalagens operou sob uma premissa simples: extrair matéria-prima, transformar, distribuir e descartar. Esse ciclo funcionou enquanto recursos naturais pareciam abundantes e o custo ambiental do descarte não era contabilizado nas decisões de negócio.
O cenário mudou. Restrições regulatórias mais rígidas, aumento no custo de resinas virgens e pressão de consumidores informados expuseram as fragilidades desse modelo. Cadeias produtivas que dependiam exclusivamente de insumos primários passaram a enfrentar volatilidade de preços e riscos de fornecimento que a economia circular ajuda a mitigar.
O petróleo, matéria-prima de boa parte das resinas plásticas, está sujeito a oscilações geopolíticas que afetam diretamente o custo de produção. Assim, as indústrias que diversificaram suas fontes de insumo, incorporando material reciclado pós-consumo à composição de novos produtos, conseguiram amortecer parte dessa volatilidade. Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, atua em um mercado que tem acompanhado de perto essa transição, na qual a diversificação de insumos passou a ser tratada como condição de competitividade, e não apenas como medida ambiental.
O resultado é uma cadeia produtiva mais resiliente, menos dependente de um único tipo de insumo e mais preparada para absorver choques externos sem comprometer a continuidade da produção.

Como funciona a reintegração de materiais na cadeia?
A economia circular aplicada a embalagens não se resume à reciclagem do produto final. Ela envolve repensar o design desde a concepção, escolhendo materiais que facilitem a separação, a limpeza e o reprocessamento. Embalagens monomaterial, por exemplo, ganharam espaço justamente porque simplificam a logística reversa.
Centros de triagem mais sofisticados, tecnologia de identificação por espectroscopia e parcerias entre fabricantes e cooperativas de reciclagem formam a infraestrutura que sustenta esse novo ciclo. Sem esses elos, Elias Assum Sabbag Junior explica que o material reciclável simplesmente não retorna à produção com qualidade suficiente para reuso industrial.
A qualidade do material reciclado é, talvez, o ponto mais sensível dessa equação. Resinas contaminadas por outros tipos de plástico, restos de adesivo ou impurezas físicas comprometem propriedades mecânicas essenciais, como resistência à tração e estabilidade térmica. Por isso, parte significativa do investimento do setor nos últimos anos foi direcionada não à coleta em si, mas aos processos de descontaminação e purificação que tornam o material reciclado equivalente, em desempenho, à resina virgem.
Pressão regulatória e mudança de comportamento do consumidor
Legislações de responsabilidade estendida do produtor, que obrigam fabricantes a participar do ciclo pós-consumo de suas embalagens, têm acelerado a adoção de práticas circulares em todo o país. Ao mesmo tempo, os consumidores passaram a considerar a reciclabilidade de uma embalagem como critério de compra, especialmente entre gerações mais jovens.
Essa combinação de pressão regulatória e demanda de mercado cria um ambiente em que a economia circular deixa de ser opcional. Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, demonstra que as transformações que colocaram fabricantes diante de um cenário em que regulamentação e comportamento do consumidor avançam na mesma direção. Empresas que não se adaptam correm o risco de perder competitividade frente a concorrentes que já internalizaram esses processos.
O que vem a seguir para o setor?
A tendência apontada por especialistas é de aprofundamento, não de retrocesso. Tecnologias de reciclagem química, que permitem recuperar plásticos antes considerados não recicláveis, começam a sair do estágio experimental e a ganhar escala comercial. De maneira equivalente, discussões sobre rastreabilidade de materiais por meio de sistemas digitais prometem tornar a cadeia ainda mais transparente.
Essa rastreabilidade, viabilizada por códigos digitais e sistemas de blockchain em fase de testes em alguns países, permitirá que consumidores e órgãos reguladores acompanhem a origem de cada material que compõe uma embalagem. A expectativa é que esse nível de transparência reduza fraudes em certificações ambientais e dê credibilidade real às alegações de sustentabilidade feitas pelas marcas, em um momento em que o chamado greenwashing tem sido alvo de escrutínio cada vez maior por parte de consumidores e autoridades. Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, está inserido em um setor que observa esse movimento com atenção, já que a credibilidade das certificações ambientais tornou-se fator decisivo na relação entre marcas e consumidores.
O futuro da indústria de embalagens será definido pela capacidade de equilibrar três variáveis: custo, desempenho técnico do material e impacto ambiental. Empresas que conseguirem integrar essas dimensões sem comprometer a qualidade do produto final estarão melhor posicionadas para liderar a próxima fase dessa transformação.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez