Como comenta Paulo Roberto Gomes Fernandes, Portugal segue reforçando o papel de “ponte” entre o Atlântico e o continente europeu, com projetos e discussões que vão do gás natural liquefeito (GNL) a combustíveis de baixo carbono. Se você deseja entender esse mercado exigente, regulado e com demanda crescente por confiabilidade, continue a leitura.
Uma missão empresarial que abriu portas e puxou novas agendas
A aproximação nasceu de uma missão empresarial com executivos brasileiros de diferentes setores, organizada por um escritório de advocacia, com visitas institucionais e reuniões com agentes públicos e privados em Portugal. O objetivo foi mapear oportunidades e entender como empresas brasileiras poderiam atuar no país, incluindo o segmento de infraestrutura de dutos e energia.
A participação da Liderroll, nesse contexto, foi apresentada como vitrine de inovação aplicada à construção e ao lançamento de tubulações em ambientes confinados. Em 2026, como reforça Paulo Roberto Gomes Fernandes, quando o assunto é infraestrutura crítica, não basta ter “produto”; é preciso demonstrar método, desempenho e aderência a normas.
Por que Sines virou um ponto de atenção para a Europa?
O Porto de Sines, em particular, ganhou destaque por concentrar uma infraestrutura que dialoga com urgências recentes do continente: segurança de suprimento e diversificação de rotas. Desde 2022, autoridades portuguesas já indicavam que Sines estava pronto para viabilizar redistribuição de cargas de GNL para outros países europeus, usando navios menores após a chegada de grandes metaneiros.
No plano doméstico, a importância do terminal também aumentou: a REN (operadora do terminal de GNL de Sines) informou que, em 2024, 98% do suprimento do Sistema Nacional de Gás passou por Sines, reforçando o terminal como peça central da rede portuguesa.
Esse pano de fundo ajuda a entender por que conversas sobre interligações e novos corredores energéticos (seja por gasodutos, seja por outras rotas) permanecem na mesa em 2026.

Do gás ao hidrogênio: O que mudou no mapa até 2026?
Além do gás, Sines passou a ser citado como área estratégica para combustíveis do futuro. Um exemplo é o avanço de iniciativas ligadas a combustíveis verdes e cadeias emergentes, com apoio europeu: a CINEA (Comissão Europeia) divulgou, em 2025, projeto próximo ao Porto de Sines voltado a um hub para abastecimento marítimo com combustíveis como hidrogênio verde, amônia e e-metanol.
Em paralelo, como sugere Paulo Roberto Gomes Fernandes, o corredor de hidrogênio H2Med (que inclui o interconector Portugal–Espanha (CelZa) e a ligação Espanha–França (BarMar)) ganhou marcos técnicos e cronogramas de desenvolvimento. Documentos públicos do projeto indicam fases de engenharia, estudos ambientais e licenças em 2025–2026, com previsão de candidatura a fundos CEF para construção no fim de 2026.
Onde a Liderroll se encaixa nas conversas com Portugal?
O ponto central do texto original é a possibilidade de a Liderroll contribuir com tecnologia de lançamento de dutos em trechos de maior complexidade, especialmente quando há condicionantes de obra, restrições de acesso ou execução em ambientes confinados. A Liderroll também foi citada como procurada para conversas em setores adjacentes, como água, energia limpa e hidrogênio, temas que seguem em alta em 2026 pela combinação de investimento, regulação e transição energética.
Nessa lógica, como pontua Paulo Roberto Gomes Fernandes, CEO da Liderroll, projetos de dutos não falham por falta de intenção; falham quando método, logística e inspeção futura não foram pensados desde o começo.
O que esse movimento representa em 2026?
Em 2026, a história deixa de ser apenas “uma missão empresarial bem-sucedida” e passa a representar uma tendência: a Europa quer diversificar energia e infraestrutura, e busca capacidade técnica comprovada. Como conclui Paulo Roberto Gomes Fernandes, para a Liderroll, a conversa com Portugal se torna relevante porque reúne três vetores no mesmo território, porto estratégico (Sines), agenda de transição (hidrogênio e combustíveis verdes) e ambiente de inovação (Oeiras Valley).
Autor: Maxim Fedorov